quinta-feira, 22 de maio de 2008

informe

é que eu sou tímida e reservada, sempre fui assim.

isso não quer dizer que eu esteja triste...

sábado, 10 de maio de 2008

alguém sacode essa menina!

Na primeira semana de aula, discussão em sala sobre os principais problemas da escola pública no Brasil.

- É claro que o maior problema está no governo do Estado!!
- De fato, os governantes deveriam amar mais a população...
- Não, não, o grande problema é a falta de interesse dos alunos.
- Pois é, falta amor aos livros, os livros são nossos amigos, a gente tem que colocar isso na cabeça da criançada.
- O pior de tudo é a desvalorização do professor!
- É, falta amor ao mestre, tem razão.
- O que dificulta muito é a a falta de perspectiva dos alunos mais carentes. Acham que nunca vão mudar de posição social.
- Ah, não é verdade, a esperança tá no coração deles, acho que eles só ficam com vergonha de falar.
- O problema maior de todos é o salário miserável da maioria dos professores!!!
- Bem, mas se você tem amor à profissão... O salário não é o mais importante... Acho que o maior problema é a falta de amor.
- Carol, em que planeta você vive?? Alguém sacode essa menina!!

aline diz:
ana, peraí
aline diz:
vc colou um adesivo do bob esponja num trabalho da faculdade?
ana carolina diz:
coloquei
ana carolina diz:
será que a profª vai achar feio?
aline diz:
HAUHAUAHUAHUAHAUH
ana carolina diz:
ele abraçado com o patrik
aline diz:
paulinha diz: "por que ela fez isso? ela é louca?"
aline diz:
huahauhauahuaa

Percebem? Ninguém me entende.

sábado, 26 de abril de 2008

Havemos de amanhecer

Quer fazer uma experiência bacana?
Leia Sentimento do Mundo de uma vez só, em voz alta! É sensacional!! Fiz isso essa semana. Aliás, essa semana tive várias experiências bacanas, inclusive a primeira prova da Faculdade. Que emoção! Era sobre um livro que eu não li até o final, apesar de ser um bom livro. Depois eu divulgo a minha nota, se ela não for muito vergonhosa.

Ah, essa semana eu também me decepcionei. Alguns alunos da Unifesp quebraram as câmeras da Universidade, alegando que aquela invasão de privacidade era uma agressão. Resultado: abro o jornal de Guarulhos e lá está bem grande: VÂNDALOS! Rebeldes sem causa! Destroem as câmeras que denunciam os crimes para eles próprios cometerem esses crimes.
Viram, seus bocós? Não ganharam nada com o ato tão heróico. Agora a gente está com fama ruim e quando andamos pelo Pimentas somos alvo de cara feia.

Voltando ao Drummond, sabem que eu nunca havia reparado como A noite dissolve os homens é triste? Poxa, dá mó vontade de chorar.

Essa semana também desvendei os segredos do Piaget! É lindo demais, depois vou escrever mais sobre isso. Estou usando meu priminho Guilherme como cobaia, tudo faz um enorme sentido.

E chega, beijos!

quarta-feira, 23 de abril de 2008

um belo dia

7:30 da manhã, acordei com a voz do Michael Stipe:
"this one goes out to the one i love..."
é a minha mãe ouvindo Wake up na Kiss FM
ao abrir os olhos, janela aberta
dei de cara com o céu
"bom dia, sol!"
é quase que uma oração diária
escovar os dentes, blá blá
"bom dia, mãe"
"bom dia, bebê!"
hmm.. o cheiro do café...
"bom dia, pai!"
"você tá atrasada!"
aí é hora de ir pro curso
ônibus... tá vazio, que bom
"bom dia, seu motorista"
"bom dia, moça!"
9:00 eu chego na Penha
"bonjour, madame, comment allez vous?"
(ela manda a gente falar isso todo dia!)
acaba às 11:00
volto pra casa, almoço
banho, blá blá
e ônibus de novo
droga, tá lotado
14:00 chego na Faculdade
e aprendo sobre a Educação...
eu realmente gosto da Faculdade
fim de tarde
ônibus mais uma vez
e tem lugar pra sentar!
"boa noite, seu motorista"
"boa noite, moça. hora de descansar, né?"
"ô se é!"
recebi alguns sorrisos sinceros hoje
chego em casa e meu pai fez cuscuz pro jantar
era tudo o que eu queria!

a felicidade está em todos os lugares (″ﺮ)

sábado, 19 de abril de 2008

Unifesp

Alguém que assiste ou lê jornais com certa frequência deve estar sabendo do escândalo dos cartões corporativos... Aí tem o senhor Ulysses, reitor da minha Faculdade, que também está envolvido nessa lama toda. Esses dias houve a quebra do sigilo e tal, aí veio à tona tudo que ele gastou com o dinheiro público: MUUUITO dinheiro em restaurantes, farmácias (é, farmácias!), viagens ao exterior... Ele deu uma entrevista e disse que está arrependido e vai devolver o dinheiro (como se isso bastasse). Disse também que seu maior problema será contar tudo isso para a mãe que tem 80 anos.
Enfim, eu tô um pouco cansada pra digitar a história inteira, mas quero que todo mundo saiba o que está acontecendo, pra depois ninguém chegar e dizer: "aqueles estudantes são uns arruaceiros".
Houve protestos e assembléias na Escola Paulista de Medicina; eu nunca tinha ido lá, é mó bonito! Todo aquele pessoal passeando de branco pela cidade e enchendo o jaleco de micróbios!
Um dos nossos "gritos de guerra" era: "tem dinheiro pro cartão, mas não tem pro bandeijão".
Mas ontem ouvi dizer que a verba destinada ao bandeijão nada tem a ver com os gastos do reitor. O dinheiro que ele gastou era destinado a viagens para divulgar a Faculdade, algo assim. Aí ele gasou indevidamente... Digo, bem indevidamente.

Ontem na assembléia geral ficou decidido que não haverá ocupação da reitoria por enquanto (ufa!), dentre outros motivos, porque a reitoria fica ao lado de um hospital.

Nesses dias todos, o que mais me entristeceu foi ver brigas entre os próprios estudantes de campus diferentes... Divergências causadas por egoísmo ou orgulho bobo! Acho que no fim das contas acabamos cometendo o mesmo erro do reitor: prejudicamos muita gente por causa dos nossos próprios problemas.

Libertas Quæ Sera Tamen

segunda-feira, 7 de abril de 2008

dica

Só quem já leu O Menino Marrom pode entender com toda clareza que preto é, apenas, a ausência do branco. Quem não leu não sabe o que está perdendo; é uma história muito bonita e cheia de significado: fala sobre dois meninos que cresceram juntos e um dia se separaram.
Gosto demais de vários outros livros, mas hoje estou a fim de indicar esse; leiam, vale a pena! O livro é bem fininho e cheio de desenhos legais... Eu li pela primeira vez na 3ª ou 4ª série, eu acho.
É terno e delicado, ao passo que nos faz lembrar de nossa própria infância. Ah, e quem escreveu foi o Ziraldo!

Esse eu vou impor aos meus alunos, HA!
Se pelo menos um deles se emocionar tanto quanto eu, juro que serei a pessoa mais realizada desse mundo.

Leiam e depois me falem o que acharam.

Até mais, amigos!

E deixo aqui meu apelo aos senhores motoristas de ônibus: mais carinho e atenção aos passageiros!!

quinta-feira, 27 de março de 2008

o dia da minha morte

O texto se baseia em suposições. Não tive nenhuma visão ou algo do tipo. Provavelmente as coisas não acontecerão desse jeito, mas, se acontecesse, seria muito massa!

Eu só posso morrer depois de completar 83 anos, por causa de uma promessa feita a um grande amigo, certa vez. Então, vou partir daí; vou deixar essa vida mundana daqui, no mínimo, uns... 66 anos. Puxa, parece que tá perto! É bom começar a me preparar.
Bem, o ano em questão será 2074 (mas eu posso morrer depois também, sem problemas). É triste admitir o que nem a mais otimista das pessoas pode discordar: o mundo estará mais feio.
Ah, não acredito que existirão, como nos filmes, robôs que substituem pessoas, carros voadores etc. Também, se existirem, não importa. Eu serei professora aposentada, não vou ter dinheiro pra comprar essas coisas. Se para a sociedade atual o professor é um fracassado, não creio que essa visão mude daqui uns anos.
Voltemos à minha morte!
Quando achar que está chegando a hora, escreverei algumas cartas (assim como a Ana Terra, sempre achei muito bonito enviar e receber cartas). Aos meus filhos, amigos, alunos, ao amor da minha vida, ao presidente da República (esta última talvez nunca seja lida). Junto às cartas deixarei um CD (coisa rara pra época!) com a Valsa da Despedida, de João de Barro:

"Adeus, amor
Eu vou partir
Ouço ao longe um clarim
Mas onde eu for irei sentir
Os teus passos junto a mim (...)"

Aí vai chegar o dia, e eu saberei. Vou encontrar com o mehor amigo que tive e sentaremos embaixo de uma árvore, em algum lugar que dê vista pro mar. Eu vou levar uma garrafa térmica com chá e uns biscoitos. Então ele chega e diz: "Como vai, Ana?" "Não poderia estar melhor, Werner." Ele senta, a gente conversa, relembra velhas histórias e ri um bocado. Aí eu penso que a minha vida foi legal e eu pude fazer coisas realmente boas às pessoas.
Nessa hora o sol começa a nascer e eu olho o mar pela última vez. Penso que é hora de me despedir. "Foi uma grande honra te conhecer, meu amigo." Ele sorri, eu fecho os olhos lentamente e os primeiros raios de sol chegam até mim. Nessa hora minha alma passeia por um lugar já muito longe daqui...
À tarde será meu enterro e lá estarão pessoas queridas e um pouco tristes porque eu fui embora pra sempre.
O sol está se pondo, assim como eu.
Eis o epitáfio: All in all is all we are (afinal é tudo o que somos). Em referência a uma banda que gostei bastante quando jovem, Nirvana.
Aí acaba!

Ufa! Agora tenho que me cuidar direitinho para que tudo ocorra como o planejado. Olhar para os lados ao atravessar a rua, beber pouco, não usar heroína, fumar... etc.

[Desconsiderem os possíveis erros de português, eu tô com preguiçaa!]

domingo, 23 de março de 2008

Tibet

Pequim decidiu "esmagar de uma vez por todas" qualquer demonstração contrária ao governo chinês. Centenas de pessoas foram às ruas carregando bandeiras tibetanas e pedindo apoio ao Dalai Lama. Em Londres também houve protestos, 300 pessoas lideradas por um monge budista tibetano exilado.
Outro dia eu liguei a televisão e vi o Dalai Lama dizer que o que acontecia agora no Tibet era um "genocídio cultural". E é mesmo. Como uma cultura tão forte pode ser exterminada dessa forma desumana? Quem essas pessoas pensam que são? Ah, vi isso em um site:

Segundo o governo de Pequim, desde o início dos confrontos na semana passada, 22 pessoas morreram em Lhasa, capital do Tibet. O governo do Dalai Lama, porém, informa que 99 tibetanos foram mortos, 80 em Lhasa e 19 na província de Gansu. Os protestos começaram em Lhasa no décimo aniversário de um levante sufocado contra o governo chinês, tornaram-se violentos quatro dias depois e levaram a mais protestos de tibetanos em três províncias, tornando-se o levante mais difícil de controlar desde 1959.

Às vezes eu me pergunto se Deus vai nos perdoar por tudo que fazemos uns com os outros. Me parece que não é mais questão de opressor e oprimido, é como se todas as pessoas só vissem o próprio lado, não se preocupando se vão esmagar qualquer um que estiver em seu caminho.

A quem interessar, aqui está uma nota do Dalai Lama à imprensa:
http://www.dalailama.org.br/home/

Não sei se a pessoa que chegou até aqui acredita em Buda, Jesus, Marx, não sei. Mas espero que acredite na Solidariedade, que é o caminho mais curto para a libertação da mente, na minha opinião.

Obrigada por tudo e abraço forte, meus amigos.

segunda-feira, 10 de março de 2008

a vida nova da Ana

Caros amigos,

não vai dar mais para postar com muita freqüência aqui no blog. É que eu estou estudando e, pasmem, ando sem tempo. É, EU estou SEM TEMPO! Surreal!

Então, que conste aqui: a Faculdade é o máximo e eu estou adorando! Muita Filosofia, muita Sociologia... E vários projetos socias relacionados à comunidade lá da região, um bairro bem pobre de Guarulhos, o Pimentas.

Bem... Poderia escrever muito sobre o assunto, mas tenho que ler uns textos. Ah, muito surreal, eu vou estudar em casa! Uau!
Algumas más línguas dizem que a Faculdade estraga as pessoas, é mentira. A Faculdade está fazendo muito bem para mim.

Pessoal que eu amo demais, se cuidem! Plantem uma árvore hoje e fiquem na Paz.

Aloha!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

ser grande é...


"Dança do Créu". Eu estava no salão esperando o meu irmão fazer dreads no cabelo, demorou de montão, umas 8 horas. Eu fiquei lá, esperando. Havia uma garotinha, ela era muito esperta, comunicativa, inteligente mesmo. Ela devia ter uns 8 anos, no máximo. E dançava, com a maior animação: "créu créu créu créu". As mulheres presentes no salão achavam engraçado, fofo, riam... Inclusive a mãe da garotinha.

Eu cresci ouvindo minha mãe dizer que ia morrer a qualquer momento. Porque tudo ia mal, porque a vida era cansativa demais, ela não ia aguentar muito tempo. Tenho 17 anos e minha mãe (que eu amo demais, é importante lembrar) está viva até hoje. Provavelmente ela nunca se deu conta do quanto fazia mal a mim e ao meu irmão isso que ela falava. Já passei noites sem dormir, pensando: "será que é verdade?" Ai, mãe, que bom ter você perto de mim!

Se eu pudesse fazer com que todas as pessoas do mundo me ouvissem, pediria, com muita fé: tratem com amor as crianças. E parem de falar que vão morrer.
Não incentivem a "dança do créu", não alimentem as crianças à base de hamburguer do Mc Donald's, elas precisam de legumes, arroz, feijão... Não prendam as crianças dentro de casa, elas precisam sair, brincar, fazer novos amigos. Conversem com elas como pessoas normais, não como se elas fossem bobas e não entendessem nada direito.
Por último, eduquemos as crianças com base em uma sociedade justa e igualitária! Sei que hoje em dia isso pode parecer uma utopia desvairada, mas são esses valores que devemos ensinar aos pequenos, porque o futuro pertence a eles.
Acho que já estou pensando como pedagoga. =P

Tratem com amor as crianças!