sábado, 27 de junho de 2009

sábado

Hoje eu acordei e tomei chá, nem sei do quê. Aí liguei a televisão e estavam falando do Michael Jackson. "Coitado", pensei. Desliguei e fui torrar um pão na chapa! "Vida boa", pensei. Fui ajudar minha mãe a arrumar as malas. Recebi as recomendações sobre a alimentação dos cachorros e tal, aí fiquei sozinha. Então, pota merda, nada de bom na televisão. Só falam do Michael Jackson! Deixa o cara morrer em paz! Já não basta ter passado a vida inteira desempenhando um papel, tem que fazer bonito até na hora da morte! Aí liguei o computador, achei tudo muito chato, aí liguei pra uma amiga, queria saber se ela estava bem... E ela estava dormindo. "Droga", pensei, "nunca ligo pra ninguém... e quando resolvo ligar, dá errado". Fui aos livros, de repente me deu vontade de reler Dom Casmurro. Li aquele capítulo do Bentinho penteando os cabelos da Capitu. "De fato, com 14 anos a gente não se empolga muito com esse livro", pensei.
Aí eu achei um miojo no armário e não estava com a data de validade vencida. Oba!
O dia seguiu movimentado, assim. Hoje eu não quis saber de política e filosofia, hoje eu só quis saber das orquídeas e das begônias (que não estão muito bonitas) e da cultura popular televisionada. Estava assistindo o Dia de Princesa no programa do Netinho quando lembrei do meu blog sem leitores e pensei: "por que não?"

Que dia frio, que chuvinha boba que começou e não quer parar... E não tem nada para comer aqui. Poderia pedir alguma coisa, tipo uma pizza pra comer todinha e sozinha! Isso se eu gostasse de pizza. Queria mesmo um pão com manteiga e uma xícara de café, mas não quero ir até a padaria, vou me molhar toda e já tomei banho.

Bom, pelo menos não tenho que me preocupar com os eventuais assaltantes ou sequestradores. Acho que eles não trabalham em dias assim, de chuva. Eu acho, né. Sei lá, eu quase sempre estou errada.

sábado, 30 de maio de 2009

pensando

É muito bom mudar de opinião, às vezes. Não entendo quando alguém diz enchendo a boca: "só me arrependo das coisas que não fiz". Eu não, sempre me vem à cabeça alguma mancada... Enfim, mudei pra valer meus conceitos sobre prisão.
A partir do momento em que se estabeleceu que uns exerceriam trabalho físico e outros exerceriam o trabalho intelectual, ficou bem claro quem ia se ferrar até o fim da história. Então, aqueles a quem a sociedade mais precisava ajudar e no entanto sempre virou as costas, aqueles são os encarcerados do nosso sistema; eles são culpados e vítimas, na verdade tentam recompensar as misérias de suas vidas de uma forma tosca, incompreensível. E a justiça não ocupa na vida deles o lugar que ocupa na nossa, por exemplo, apenas porque eles sempre ficaram com o pedaço menor do bolo. De fato, ou sem pedaço nenhum.
Não vou entrar aqui no debate "eles vivem em péssimas condições", apesar de partilhar dessa opinião, porque sei que uma porção de gente vai pensar "eles são uns vagabundos que comem às nossas custas".
Eu só quero abrir um debate sobre o papel da Educação nessas instituições. Bem, esse é o tema de uma pesquisa que a gente está fazendo lá na UNIFESP, sobre a Fundação Casa, antiga FEBEM. Educação para o trabalho, Educação para emancipação do indivíduo? Eu gostaria de recolher opiniões sobre o tema, a fim de enriquecer minha pesquisa.
Obrigada.

Em julho vou para Recife! Posso trazer conchinhas e potinhos de areia a quem solicitar.
Abraços!

Ah, deixo aqui manifesta minha indignação com um quadro do programa "Zorra Total" da Rede Globo, o qual retrata um office boy como um idiota, fútil, que fala tudo errado, com sotaque paulistano mal feito... Se eu fosse office boy ia correr atrás dos meus direitos e processava a Globo. Alguém já processou a Globo? Dá pra fazer isso? Você vive pra ver sua causa chegar a algum lugar? Enfim, o quadro é de péssimo gosto, assim como todos os outros do programa; pra falar a verdade o humor na Rede Globo deixa muito a desejar, eles sempre têm que apelar a piadas maldosas e preconceituosas, vide "Casseta e Planeta" e "Toma lá dá cá". Hipocrisia é colocar um "proibido para menores de 12 anos" na frente e achar que tá tudo bem, que a criança ao ver o aviso se retira e vai dormir. Mas isso é conversa para outras postagens que virão.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

la mer


Vejam, este é o mar. E logo ali estou eu, acenando com a mão direita. Temos o sol com toda sua exuberância, a luz mais perfeita que existe. Também em cena minhas amigas gaivotas dizendo "boa tarde!"
Hoje eu estou gripada. Estudei e desenhei a tarde inteira, sem nenhum compromisso. Nada mal, mas queria mesmo estar num barco!

terça-feira, 14 de abril de 2009

alguém disse e alguém escreveu

Eu ganhei uma Bíblia no dia do meu aniversário. E junto com ela algumas palavras de apoio: "você está triste porque precisa de uma religião". Aí eu sempre leio um pedacinho antes de dormir, costume mesmo, gosto de ler à noite. Vou escrever aqui algumas passagens que eu gostei ou que chamaram mais minha atenção. Na Bíblia tem muitas palavras que consolam, porque sempre há a promessa de alívio, fim do sofrimento, recompensa aos que choram... É um pouco egoísta, isto faz com que as pessoas façam o bem apenas tendo em vista o paraíso futuro, nunca aquela máxima confucionista do bem apenas pelo bem. Enfim, o camarada que estava um pouco cansado da vida disse assim:

"As lágrimas são o meu pão, noite e dia
e todo dia me perguntam:
'Onde está o seu Deus?'
[...]
De dia Deus manda o seu amor
e durante a noite
eu vou cantar uma prece
ao Deus da minha vida.
Vou dizer a Deus: 'Meu rochedo,
por que te esqueces de mim?
Por que devo andar pesaroso
sob a opressão do inimigo?'"

Essa parte eu li nos Salmos. Está bem claro que esse alguém está tristonho e sente-se oprimido, mas ele continua fiel, porque Deus é um rochedo e não vai deixá-lo sozinho.

Ah! Parece que alguém na Bíblia curtia uma filosofia, vejam só: "como vocês estão vendo, o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé". Sabe A Poética? Aristóteles dizia que os homens possuem tal ou qual característica mediante seu caráter, mas são bem ou mal aventurados de acordo com as ações que praticam. Não dá pra fazer uma analogia? Tô viajando demais?

Eu gosto bastante do Sermão da montanha, tem grandes lições. Algo como "não se vinguem de quem fez o mal a vocês e amem seus inimigos". Grandes homens levaram a sério esse ensinamento: Gandhi, Mandela, Chico Mendes!
Aí um pouco mais a frente, antes daquela passagem bonita, muito bonita, sobre não ficar se preocupando com o que comer ou vestir, "olhai os lírios do campo...", um pouco antes está uma frase pequenininha, simples, sem palavras difíceis. E de tudo que eu li até agora, foi o que mais me tocou:
"De fato, onde está o seu tesouro, aí estará também o seu coração."

Alguém mais bem informado poderia me explicar por que a Bíblia foi toda escrita por homens, sendo que está escrito "homem e mulher são iguais"? Essa é uma das grandes dúvidas para mim.

Bom, agora chega. Chegamos à conclusão de que o justo será recompensado, o injusto que não se arrepende vai sofrer, o rico não tem grandes chances de ir para o céu e devemos nos amar como Jesus nos amou. Se faz sentido ou não, se você acredita ou não, enfim. Onde está o seu tesouro? O que te faz sofrer de verdade? Tente responder, eu estou tentando!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

gravata colorida

Quando eu tiver bastante pão
para meus filhos
para minha amada
pros meus amigos
e pros meus vizinhos
quando eu tiver
livros para ler
então eu comprarei
uma gravata colorida
larga
bonita
e darei um laço perfeito
e ficarei mostrando
a minha gravata colorida
a todos os que gostam
de gente engravatada...

Solano Trindade

Gente, deixa eu esclarecer uma coisinha sobre a postagem anterior... Bem, é uma baita doideira da minha cabeça pensar que na escola deveria ser ensinado o que o aluno deseja aprender; mas, me entendam, quis dizer que o conhecimento dito "escolar" poderia, ao menos, estar em leve harmonia com o que realmente produz interesse nas crianças. Ah, é complicado!

Hoje estava tentando ensinar o Guilherme a escrever, mas ele só gosta de desenhos. Acho muito fascinante, ele faz dois riscos e diz: "Carol, olha só, esse daqui é O Máscara". Aí eu me mato para desenhar as garras do Wolverine, ele sorri e diz: "Carol, eu quero um desenho do Tom e Jerry...".

quinta-feira, 26 de março de 2009

Freud explica?

Aí na aula de Psicanálise eu aprendi que, segundo Freud, o que nos torna sujeitos verdadeiramente humanos é o fato de sermos desejantes; tipo assim: a gente nunca está satisfeito. Faz sentido, não?
Mas se é assim, poxa, por que tudo que a gente ensina na escola não tem nada a ver com o que o aluno quer aprender? Por que os nossos desejos são sempre deixados de lado e na escola - ou na vida? - e frequentemente somos submetidos à vontade do outro? Por que na aula de Física eu ouvia falar da força centrípeta e até hoje não sei para que serve, pois não fazia o menor sentido para mim?

Questões que tiram meu sono e poderiam ser respondidas com "tudo isso faz parte de um plano de dominação, do qual você faz parte agora".
Ou então... "ninguém tem culpa se você é um asno em Física e a força centrípeta é mó legal".

Tenho ainda outra dúvida: Freud, e quando a gente para de desejar, a gente morre?

domingo, 8 de março de 2009

dia da mulher!

Eu adoro doce de banana. Depois de paçoca e torta de limão, acho que é o doce que eu mais gosto. Ontem eu e minha mãe fizemos aqui em casa. Dá o maior trabalho, mas o resultado vale a pena! Aí, vendo minha mãe mexer o doce com a mão esquerda, indaguei: "mãe, como é ser canhota e escrever com a mão direita?" [porque ela teve que aprender assim quando era pequena, meu avô não queria que ela escrevesse com a mão esquerda]. Ela respondeu: "Ah... eu ganhei habilidade com as duas mãos, foi bom".
"Uma mulher admirável!", pensei.
Eu queria tanto ser como ela, porque a única coisa que a revolta verdadeiramente é o sofrimento alheio, sua grande tristeza é decorrente da tristeza dos outros... Ela é muito valente, sabe aquela pessoa que fica puta com todas as injustiças do mundo? Vai ver é porque ela se chama Maria, vai ver o Milton Nascimento é que tinha razão!

Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida...

E vai ver que a grande sacada da vida é a seguinte: bom mesmo é ninguém colocar muita fé na gente, porque assim a gente pode fazer as coisas no nosso tempo, do nosso jeito, e de repente dar nosso melhor e surpreender todo mundo. É isso.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

hola

São Paulo, Minas Gerais e Paraná são lugares bonitos, e foi por aí que eu passei nas férias. Dei umas voltinhas e estou em casa mais uma vez - segunda começam as aulas. Bom? Acho que é muito bom.
Abraço enorme a todos os amigos que fiz nas viagens, a todos os parentes, abraço maior na minha mãe e ela sabe porquê. Já estou com saudades!

LER! Ler é uma coisa muito boa. Gabrizinha me emprestou Cartas a Théo, é muito comovente, vejam:

"Ainda que frequentemente eu esteja na miséria, há contudo em mim uma harmonia e uma música calma e pura. Na mais pobre casinha, no mais sórdido cantinho, vejo quadros e desenhos. E meu espírito vai nesta direção por um impulso irresistível."

Enfim, nas próximas férias eu gostaria de ir mais longe... alguém me acompanha?

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Fahrenheit 9/11

Ontem vi um filme forte, daqueles que nos deixam injuriados no final, inconformados, abismados, pasmados! O final desse filme é especial, porque dá vontade de gritar: o governo dos EUA fede!
Mas não gritei, não.
Desliguei a televisão, tomei um copo de água e fui dormir. Pensei "seria bom escrever sobre isso". Virei para o canto e sonhei com qualquer coisa, menos com os inocentes que morrem na guerra...
Todo mundo aqui já viu esse filme? Bem, é mais ou menos assim: o senhor Bush não se preocupou em investigar com rigor os ataques terroristas do 11 de setembro por motivos que não foram explicados por ele (e no filme descobrimos como, por exemplo, a família Bush mantinha relações com os Osama). Aí o senhor Bush viaja na batatinha e faz o povo acreditar que o grande inimigo da América é o Iraque, e tudo isso não passa de uma grande encenação, pois o interesse do ex-presidente em tal país corresponde somente à proteção das indústrias petrolíferas norteamericanas.
Então começa uma guerra por razões obscuras e uma porção de gente morre sem nem saber o porquê. Deu pra entender? É, eu não sou boa em resumir filmes.
Aí no decorrer desse documentário fica evidente o quanto é cínico o George Bush (que fez um brilhante papel) e como ele não estava nem aí para nada. Aí a gente descobre que o pai dele também é um pilantra de marca maior. Seriam os fatores genéticos? Nãaaao, a coisa é BEM MAIOR. E eu quero descobrir.
Prefiro acreditar que o senhor Bush é um cara bastante triste, perdido, e que não encontra a paz em lugar nenhum.

Parabéns pela mensagem, Michael Moore!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

la première de 2009


Só para não ficar às moscas, aí está uma bela imagem feita por um artista admirável, o Banksy. Conheci há pouco tempo o seu trabalho e curti logo de cara! Na verdade existem algumas fotos bem famosas dos seus desenhos, nos quais ele sempre manda uma mensagem aos... ratos que comandam a sociedade. Diz ele: "... grafitar é a forma mais honesta de ser um artista. Não é preciso dinheiro, não é preciso ter uma educação pra entender, não há honorários a serem pagos e paradas de ônibus são de longe lugares muito mais interessantes e úteis do que um museu." (trecho traduzido por um moço gentil que eu não conheço).
Confiram: http://www.banksy.co.uk/

Sabem o que eu constatei?
Garçons não oferecem cerveja para mim.
Ah, beleza, não gosto de cerveja mesmo... Mas gostaria que eles soubessem que agora sou uma cidadã maior de idade e posso tomar todo álcool que eu quiser.
Que nada, só bebo suco de laranja! E de acerola e de melancia e de abacaxi e de pêssego e de goiaba hmmm...
Crianças, não bebam! O álcool deixa as pessoas extremamente chatas; alguns alegam que bebem para deixar as outras pessoas interessantes, mas acontece que eles mesmos se tornam um porre (literalmente!).

Desculpem, essa postagem está bastante inútil e não acho que muita gente conseguiu chegar até aqui.
A quem chegou, meu grande carinho!