sábado, 25 de setembro de 2010

o barbudo já cantou a pedra

"Já vimos como o capital produz a mais-valia e como a mais-valia produz um novo capital. Mas a acumulação do capital pressupõe a mais-valia, como esta pressupõe a produção capitalista, e esta, por sua vez, a concentração nas mãos dos produtores de mercadorias de massas consideráveis de capital ou força de trabalho. Todo esse movimento parece, assim, mover-se num círculo vicioso, de onde não podemos sair a não ser pressupondo, anteriormente à produção capitalista, uma acumulação primitiva que seria não o resultado, mas o ponto de partida do modo de produção capitalista.

[...]

Na história da acumulação primitiva são particularmente importantes as épocas em que grandes massas humanas são repentina e violentamente despojadas de seus meios se subsistência e jogadas ao mercado sob a forma de proletários privados de tudo. Todo o processo repousa sobre a expropriação do produtor rural, do camponês."

MARX, Karl. O Capital. Edição resumida por Julian Borchardt. Tradução de Ronaldo Schmidt. 7ª ed. Rio de Janeiro: Zahar editores, 1982, p. 171 - 173, grifos meus.

2 comentários:

Rodrigo-kun disse...

e já nascemos com o destino determinado, já nascemos escravos.
é preciso libertar.

Anônimo disse...

Email, pauloluiz41@hotmail,=.com
Já nascemos escravos das religiões.

Desde o início nos primórdios da raça humana, algumas pessoas usando sua inteligência um pouco mais diferenciada dos demais membros da comunidade, acharam por bem criar leis de comportamento para poder orientar seus pares para uma convivência mais harmoniosa. Estes orientadores encontraram muitas dificuldades para contornar os problemas no comportamento e na educação daquele povo ainda primitivo.
Após analisarem os pontos fracos das pessoas, eles perceberam que todos tinham muito medo da morte, a qual se apresentava como um mistério impossível de evitar. A partir disso aqueles com uma inteligência mais avançada tiveram a idéia de explorar o fator morte como arma, pois a mesma despertava muita apreensão e medo a todos. Então tiveram a idéia de criar um ser imaginário o qual deram o nome de Deus, após esta criação iniciaram a divulgação deste Deus que seria o juiz de tudo, portanto todos teriam que obedecê-lo sem nenhum questionamento. Para influenciar a todos, passaram a atribuir todos os bons acontecimentos a este ser que governava toda a terra. Os acontecimentos ruins eles atribuíam a falta de fé e a desobediência a Deus. Esta crença foi se espalhando por todo o planeta como fogo em mato ressecado pelo sol. Dizem os interessados que esta proliferação de religiões se da porque é uma força divina que impulsiona os humanos a tal caminho.
Coloco aqui minha humilde opinião, não há nenhuma força divina impulsionando, esta proliferação se dá porque nós somos desde crianças escravos religiosos, pois nossos pais, os quais aprenderam também com seus pais, nos rotulam com a religião que eles professam, não nos dando a menos chance de procurarmos nosso próprio caminho, sendo assim é muito fácil entender porque as religiões se perpetuam para sempre mesmo agora com tanto progresso no século 21.
Se tivesse uma lei impedindo que os pais transmitissem qualquer tipo de religião a seus filhos, daqui algumas décadas não haveria mais religião em nosso planeta. Mas infelizmente o poder religioso tem muita força e jamais um governante aprovaria uma lei neste sentido, sendo assim as religiões perpetuarão ainda por centenas de anos, mesmo todos sabendo que há muitos espertos se enriquecendo usando o nome deste Deus e do seu filho Jesus Cristo, sempre com a conivência dos poderes constituídos, os quais adoram as religiões porque mantém o povo confinado como carneiros em um grande redil.

Paulo Luiz Mendonça.

Nota. Este texto mostra a explicação do problema de uma maneira simplificada e compacta, se eu fosse explicar todo o percurso da historia precisaria escrever um livro de pelo menos 1000 paginas.